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Reflexões sobre o futuro da informação

Publicado por Juan Luis Cebrián

“Hoje, as melhores imagens que tenho visto, do ponto de vista jornalístico, estão saindo dos celulares de amadores, e não das máquinas dos fotógrafos profissionais. Há um terremoto no Chile e as primeiras imagens que recebemos vêm de cidadãos anônimos. E o que dizer de reportagens feitas por leitores?
Se todos os indivíduos no mundo tiverem acesso a jornais e livros nos patamares dos países desenvolvidos, as florestas da Amazônia somem em dez anos. Eis aí um aspecto positivo da sociedade digital.
Google, Microsoft, Yahoo, Facebook, Twitter, são marcas que nunca existiram no campo analógico. Elas nem precisaram de campanha publicitária de lançamento, ou seja, nunca vi um cartaz dizendo “compre Google”. Entramos nele porque as portas estavam abertas. E há um aspecto desconcertante a considerar: nenhuma dessas marcas nasceu de um processo convencional, tendo uma estrutura por trás. Todas foram boladas por estudantes em quartos, sótãos e garagens das casas paternas, ou em dormitórios de universidades. Todas. Isso já reflete uma mudança cultural impressionante”.

(trechos de reportagem do Estado de São Paulo em que o fundador do jornal espanhol El País, Juan Luis Cebrián, fala sobre o futuro da informação)

Juan Luis Cebrián
Jornal Ponte Velha


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Um comentário adicionado em “Reflexões sobre o futuro da informação”

  1. José Carlos Paiva bruno Disse:

    Atual… Realmente atual…

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