Marcos Cotrim
Publicado em 19/08/2010 por Marcos Cotrim

1) O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) protocolou no Senado uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 19/10) para incluir o “direito à busca da felicidade” na Constituição. Sua assessoria informou como justificativa que a Coréia do Sul, Japão e França já introduziram o direito à felicidade em “documentos de consolidação da democracia” e que “a proposta é a inclusão da felicidade como objetivo do Estado e direito de todos”, citando o reino do Butão, onde há o Índice Nacional de Felicidade Bruta, calculado com base em indicadores que envolvem bem-estar, cultura, educação, ecologia, padrão de vida e qualidade de governo. Pobres melancólicos… Leia mais »
Publicado em 07/07/2010 por Marcos Cotrim

1) A bola ficou quadrada. Os passes se faziam transportando-a nas mãos, a fim de nunca errar ou acertar de modo previsível, para facilitar a cobertura jornalística, a cotação do mercado e a invenção de jogadores, até que criaram um sistema de trilhos, e ela circulava sempre pelo mesmo lugar. Leia mais »
Publicado em 07/04/2010 por Marcos Cotrim

Nunca entendi a ingenuidade dos índios ou das tribos africanas que negociavam tesouros verdadeiros com os conquistadores ocidentais a troco de contas e miçangas, mas hoje isso já me parece perfeitamente lógico. O que determina o valor dos tesouros é a sua raridade e o apreço que a comunidade lhes tem. (Cora Rónai) Leia mais »
Publicado em 18/03/2010 por Marcos Cotrim

Como era verde o meu vale – Encerremos estas observações marginais sobre o nexo entre o bem e o belo, entre a política e a arte, motivadas pela atualidade do verde.
Moedas e vales têm sempre dois lados. Descobri-los é que são elas… As lições do verde deveriam repercutir na consciência local, na oportunidade de se descobrir herdeira de um vigor ético anterior à organização técnica do espaço comum. Nosso pluralismo tem raízes na convicção de que política não é objeto da ciência, mas da ética. Leia mais »
Publicado em 28/02/2010 por Marcos Cotrim

1- Dos primeiros ensinamentos que o pintor de paisagens recebe, o de como usar o verde, estilhaçado em nuances, reflexos e reverberações, é de grande sentido existencial. Talvez a arte “inicie” mesmo o homem em sua humanidade, e – como queria o Platão do Banquete e do Fedro –, pode ser uma entrada no país da liberdade espiritual, perguntando pelas identidades e respondendo com as diferenças inevitáveis; perguntando pelas regras e respondendo com as transgressões necessárias. Leia mais »
Publicado em 02/02/2010 por Marcos Cotrim

É difícil explicar certas coisas bizarras como o “direito dos animais”. Depois de meio século de animais falantes no cinema, representando emoções humanas, não há coração adolescente que não derrame lágrimas ao ouvir o “choro” de golfinhos e baleias esquartejados, o “ar pesaroso” da mamãe aliá, olhando para trás enquanto o mais selvagem dos predadores, o homem, retira o marfim de seu filhinho etc. Leia mais »
Publicado em 06/01/2010 por Marcos Cotrim

1) Falando no fim do mundo em 2012, a entrevista de Lino Matheus no último número do Ponte é um bom exemplo de realismo da geração alternativa que amadureceu em confronto com “a vida como ela é” e não como nossos sonhos gostariam que fosse. Leia mais »
Publicado em 12/11/2009 por Marcos Cotrim

“A estabilidade de um Estado não provém da agitação dos políticos nas manchetes dos jornais, nem das ordens do dia das assembléias, mas da modesta fidelidade dos desconhecidos às suas obrigações, da integridade atenta dos funcionários e encarregados a todos os níveis, da corajosa sabedoria dos pais de família, dos seus filhos e filhas, e, talvez antes de mais, da realeza silenciosa das donas de casa sagazes e fortes. Leia mais »
Publicado em 14/10/2009 por Marcos Cotrim

O pesadelo não acabou. Continuamos a transformar contra-cultura em produto de consumo. Woodstock virou marca, como “ser-de-esquerda” e usar camiseta com a efígie do Che. O capitalismo é amoral. Esvazia os heróis e faz todo uniforme de gala parecer fantasia de carnaval. Não se fazem mais nem revolucionários como antigamente. A revolução consegue engolir o próprio rabo. Até o Arnaldo Jabor e o Zuenir Ventura conseguem ver isso. Leia mais »
Publicado em 18/09/2009 por Marcos Cotrim

Perplexo como um poste, meu colega que tira o sustento da família como camelô na Uruguaiana olhou para as pedras portuguesas e os paralelepípedos que calçam o Centro do Rio e resolveu defender a tese de que a democracia é um subterfúgio dos impérios. Um império não tem vizinhos, não considera o outro como pessoa, mas como número, argumenta. Leia mais »