Publicado em 27/06/2010 por Nuno Romero

(inspirado pelas leituras de J. Strauklys)
Embora tenha se surpreendido em ver-lhe novamente, reconheceu-se de imediato. A última empreitada – maravilhosa e revigorante – o fizera esquecer-se do que fora até que a iniciasse. Desde então o amor havia sido tão arrebatador que aquilo não podia deixar de afetar-lhe a memória. Leia mais »
Publicado em 05/05/2010 por Nuno Romero

Escrevo para lembrar-me daquilo que sei e o meu outro eu me faz sempre esquecer. Há quem diga que o outro eu é o seu melhor amigo. Não é o que ocorre no meu caso. Meu outro eu sou o que não quero. É minha antítese dentro de mim. Leia mais »
Publicado em 04/12/2009 por Nuno Romero

Gemer. Parece ser a única coisa possível diante desta sensação de não caber no próprio corpo. E então? Há de passar. Tudo passa. Enquanto se desfaz dentro de mim uma esperança, sigo gemendo em silêncio. “Se ela disser que não lhe quer mais, arranje outra meu rapaz”. Simples assim. Na cabeça até que é mesmo. Leia mais »
Publicado em 17/07/2009 por Nuno Romero

Aquela peculiar confusão entre os fatos ocorridos em sua mente e os barulhos do alvorecer se veio instalando, até que não foi mais possível manter-se adormecido. Tentou lembrar-se de como adormecera e não foi possível precisar qual a última coisa que vira antes de começar a embaralhar os fatos mundanos e fantasiá-los. Leia mais »
Publicado em 09/07/2009 por Nuno Romero

As afirmativas de Luísa eram sempre efusivas e pouco confiáveis. Roberto, que se esforçava para parecer firme, acabava se deixando convencer e tornava-se o pilar de sustentação daquela idéia radical que Luísa enunciara efusivamente, e da qual, conhecendo suas afirmativas, ela mesma desconfiava. No entanto fora ela que fizera a proposição, e não querendo dar o braço a torcer – como, aliás, é próprio de certo tipo convencional de casal – não desaprovava ostensivamente sua própria traiçoeira idéia. Leia mais »